Desigualdade Social, uma triste realidade

Está comprovado que O Brasil é um país extremamente injusto no que diz respeito à distribuição de seus recursos entre a população. Um país rico; porém, com muitas pessoas pobres, devido ao fenômeno da desigualdade social, que é descontroladamente elevado sem apresentar uma perspectiva de um futuro mais justo. Sabemos que é fato e que infelizmente a desigualdade social nunca vai deixar de existir, pois é impossível e impraticável a tentativa de divisão exata dos recursos para cada ser humano, principalmente por vivermos em uma sociedade hierarquizada. Porém, quando essa desigualdade se acentua de forma muito evidente, limitando direitos básicos e essenciais a uma grande parcela da sociedade, inúmeros problemas passam também a ser acentuados, como deficiências na área da saúde ou da educação.

Neste sentido, o Brasil desponta uma triste contradição, de estar sempre entre os dez países do mundo com o Produto Interno Bruto mais alto e, por outro lado, estar sempre entre os 10 países com maiores índices de disparidade social. Teóricos brasileiros, pessoas e instituições que estão à frente de iniciativas que visam diminuir, e sonham em acabar com o problema da desigualdade no Brasil, apontam uma difícil fórmula que deve aliar democracia com eficiência econômica e justiça social como uma solução viável para o problema. É lógico, que claramente se entende que a desigualdade social acontece em diversos âmbitos, mas pode ser resumida como a distribuição de renda desequilibrada na sociedade. Graças a ela, uma minoria é detentora de recursos a níveis exorbitantes, enquanto a maioria sofre pela escassez destes mesmos recursos.

Enfim, temos exemplos significativos, que as desigualdades sociais podem acontecer também em relação à raça, quando são dadas oportunidades diferentes a negros e brancos. Há, ainda, as desigualdades de gênero, quando mulheres ganham menores salários que os homens mesmo que tenham a mesma função ou o mesmo nível de capacitação para a tarefa, ou quando subjuga-se alguém por sua orientação sexual. Além de, também, haver a desigualdade no acesso a todos os níveis de promoção educacional, profissional e social para pessoas ditas normais e pessoas com deficiência, ignorando as diferenças e a inclusão social. Diante a todas essas tristes realidades, nos resta apegar na fé e lutar para manter a esperança em um futuro melhor para todos.

Att: Sérgio Pedro da Silva

Bacharel em Serviço Social